“O Presidente da República deve estar junto das pessoas”

Sampaio da Nóvoa quer espalhar presidência pelo país

Nada o demoverá. A candidatura apresentada na passada quarta-feira, dia 129, é para ir até ao fim.

António Sampaio da Nóvoa, em entrevista à TSF, diz que “nunca se pode dizer nunca” mas muito dificilmente desistirá das eleições à Presidência da República, que vão acontecer no próximo ano.

Entrevistado por Paulo Tavares, editor de Política da TSF, o candidato presidencial explicou que demora muito tempo a tomar uma decisão, mas quando está seguro que é certa, depois é determinado e “dificilmente volta atrás”.

Certeza e determinação sublinhadas, Sampaio da Nóvoa desvendou depois algumas intenções que tem em mente caso seja eleito. A começar pela presidência fora de portas. O Palácio de Belém, garante, não será a sua única casa.

“Imagino-me a instalar rotativamente a Presidência da República nalguns lugares de Portugal e a viver lá, também para marcar um problema dos últimos anos, que é o despovoamento e a desertificação”.

Há, diz Sampaio da Nóvoa, uma ideia a combater, a de que ” o país é só Lisboa, mais um bocadinho do Porto e um bocadinho do litoral”. Isto, diz, “está a matar [Portugal] como país”.

Para António Sampaio da Nóvoa, o Presidente da República deve estar junto das pessoas, para dar visibilidade às suas histórias.

“Ao trazer as suas histórias para o domínio de todo o país, está a dar visibilidade a situações que, todos nós como portugueses, vamos considerar insuportáveis. Vamos, ter uma espécie de dever patriótico de as combater para que deixem de existir”.

Na defesa do dever patriótico, Sampaio da Nóvoa destacou o papel da Constituição nos últimos anos.

“Mostrou que é um valor importante na defesa de certos princípios. provou que é importante para a defesa dos portugueses, de certos valores e de certas causas, por isso, mais do que nunca, se torna importante a sua defesa e o seu cumprimento”.

Palavra de candidato. António Sampaio da Nóvoa diz que dá muito valor “às palavras e à palavra”. Citando o poeta Manoel de Barros, afirmou que “os portugueses precisam do feitiço das palavras”.

TSF, 01.05.2014