Rui Vieira Nery

Talvez por ter vivido tantos anos nos Estados Unidos, que são o meu segundo país, sempre gostei da expressão americana “stand up and be counted”, que não tem uma tradução exacta em português (seria qualquer coisa como “levanta-te e deixa que te contem”, mas também, de forma mais livre, “que saibam de que lado estás”). Não por ter qualquer ilusão sobre a influência da minha decisão individual na dos meus concidadãos, que é obviamente nula, mas por um simples princípio ético de cidadania – não gosto de ficar em casa, supostamente “cheio de razão”, a assistir à vida pública portuguesa como se ela fosse um objecto exterior, uma realidade a que não pertenço e pela qual não sou responsável. Talvez as minhas decisões políticas não tenham sido sempre as melhores, mas posso dizer, com algum orgulho, que nunca foram guiadas por outro interesse que não fosse a vontade de me associar àquilo que melhor me parecia servir o interesse público. Umas vezes perdi, outras ganhei, mas fiquei sempre com a consciência tranquila de ter estado do lado que me parecia ser o melhor para o meu País. É com essa mesma consciência de dever cívico que apoio convictamente a candidatura de António Sampaio da Nóvoa à Presidência da República e que integro a sua Comissão de Candidatura (o meu nome não aparece nesta lista por mero lapso técnico). A responsabilidade da vida política portuguesa é de cada um de nós, e esta é a minha forma de exercer a que me cabe. Stand up and be counted.