“Este é o tempo da ousadia e da coragem, este é o nosso tempo”

“Este é o tempo da ousadia e da coragem, este é o nosso tempo”

Jorge Freitas Sousa

“Este é o tempo da ousadia e da coragem, o tempo da liberdade, este é o nosso tempo. Juntos chegaremos à Presidência da República”. Foi com estas palavras, proferidas no auditório da Reitoria da Universidade da Madeira que António Sampaio da Nóvoa terminou a comunicação que encerrou dois dias de visita à Madeira e ao Porto Santo.

Depois de um dia de muitos contactos e logo após uma curta intervenção da Orquestra de Ponteado, o candidato à Presidência da República destacou os contactos que teve com a população madeirense que “num gesto de generosidade aceitou conversar” e fez questão de, nos mais de 30 minutos da intervenção, valorizar o espírito nacional e a necessidade de contrariar a resignação e a “a repetição de muitos erros” em que o país sente que “vai caindo ciclicamente”.

“Quem tanto sonhou como nós sonhámos, não se pode contentar com tão pouco”, afirmou numa reacção à situação de crise, austeridade e imposições externas.

Sampaio da Nóvoa não tem dúvidas de que os portugueses “não têm sido defendidos e protegidos por quem tinha a obrigação de o fazer” e acredita que o PR tem de ser o factor de união e impulsionador da recuperação.

Uma candidatura que tem por base quatro liberdades que considera os principais desígnios do futuro presidente da República: as liberdades de pensar, fazer, viver e participar.

Liberdades que têm de ser exercidas pelos portugueses e que passam, entre muitas outras situações, pelo “controlo público de sectores estratégicos que têm sido vendidos sem critério em privatizações” ou pela aposta nas principais vertentes do desenvolvimento no século XXI, conhecimento, comunicação, mobilidade e mar.

Um país que, para Sampaio da Nóvoa, tem de se abrir ao mundo mas “tem de fazê-lo a partir de dentro, com o reforço da sua soberania e independência”.

A liberdade de viver é um dos principais desígnios, face ao momento de crise e exclusão. “O presidente da República não pode aceitar, nem pode calar-se quando continuam a aumentar as desigualdades no nosso país. Não pode aceitar o desemprego, a precarização do trabalho, o desperdício dos nossos jovens. O PR não é governo mas tem de ser um poderoso factor de coesão nacional, social e territorial”, afirma.

Sobre a sua candidatura diz que já se sente a “reacção incomodada de aparelhos partidários e mediáticos, como a dizer que ninguém se pode atrever a entrar num território que não lhe pertence”.

“Esta é uma candidatura que não é de facção, porque isso iria conduzir, uma vez mais, a um presidente de facção. É uma candidatura que não se deixa condicionar pelas eleições legislativas, porque quem se deixa condicionar agora seria um presidnete facilmente condicionável no futuro”, garante.