João Pedro Matos Fernandes

Conheci o António Nóvoa, já lá vão 25 anos, na discussão de projectos concretos de desenvolvimento territorial e social. Nestes, a participação do António foi sempre de um realismo e pragmatismo enormes, nada influenciado pelas correntes, mas fruto do conhecimento do país, dos seus meios e do ambiente que envolvia a tomada de decisões. Acompanhei pelos jornais a tarefa que parecia impossível de fundir as duas grandes Universidade públicas de Lisboa e temi que com o sucesso da tarefa ele fizesse como o Herculano e se retirasse. Não o fez, e com uma enorme coragem, que em nada é filha da vaidade mas sim do seu elevado sentido cívico e de compromisso com o seu País, entendeu abraçar uma candidatura à Presidência da República Portuguesa. Sou seu apoiante, pois feliz é um país que tem como seu Presidente um homem como o António Nóvoa.