Paulo Cunha e Silva (1962 – 2015)

Paulo Cunha e Silva tinha uma extraordinária sensibilidade para a cultura e para a vida. Percebeu, melhor do que ninguém, a importância de cruzar todas as cidades que existem dentro de uma cidade. Compreendeu a necessidade de olhar de outro modo para a cultura, e para a criação, de valorizar o “espaço do meio”, de reforçar o país que existe entre o popular e o erudito. Tinha consciência da importância de projectar uma nova imagem de Portugal no mundo, um país do conhecimento e da inovação, cosmopolita, aberto à contemporaneidade. Porque é do Porto e da língua portuguesa, Paulo Cunha e Silva é um homem sem fronteiras, que está no mundo inteiro. Temos a obrigação de continuar o que ele começou.

António Sampaio da Nóvoa