Entrevista Antena 1: “Abrir a candidatura a todos”

Entrevista de Sampaio da Nóvoa na Antena 1, com Maria Flor Pedroso: [vídeo]

António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa nasceu em Valença, tem 60 anos e foi o primeiro candidato a apresentar-se à corrida a Belém.

Recolhe vários apoios da esquerda, alguns de renome político, ligados ao Partido Socialista. Mas ainda não há apoio oficial do Largo do Rato.

O antigo Reitor da Universidade Nova de Lisboa não fez carreira política, mas afirma-se patriota, conhecedor das dificuldades do país e acredita que a educação é o motor da liberdade.

Agora que as eleições presidenciais estão próximas, o rosto da candidatura SNAP – Sampaio da Nóvoa a Presidente diz poder haver perigo de perturbação na democracia se Marcelo Rebelo de Sousa, outro dos candidatos a Belém, ganhar as eleições presidenciais.

 

“O único adversário”

Sampaio da Nóvoa diz que Marcelo “faz de conta que não fez campanha ao lado de Passos e Portas”. Crítico da candidatura de Maria de Belém, que qualifica de “trapalhada”, o antigo reitor enfatiza mesmo que Rebelo de Sousa é o “único adversário”.

Nesta entrevista à editora de Política da Antena 1, Maria Flor Pedroso, Sampaio da Nóvoa refere que a candidatura de Maria de Belém “não tem potencial de crescimento”.

O antigo reitor vê Marcelo como “um candidato de continuidade, certamente com perfil muito diferente de Cavaco, mas que representa os mesmos valores e ideias” e que esteve com PSD e com o CDS-PP sempre na “busca de apoio”.

Num ponto Sampaio da Nóvoa é taxativo: a sua candidatura não é de esquerda, apesar de se dizer um homem de esquerda.

E mais, foram determinantes as conversas que teve com Eanes, Soares e Sampaio.

 

“Abrir a candidatura a todos”

O candidato assevera que não teria avançado “se não conseguisse abrir a candidatura a todos”: “O facto de ser de esquerda não me impedia de juntar todos. Se eu não tivesse capacidade para fazer essa abertura, provavelmente eu não me teria candidatado”.

Sente-se muito confortável com a atual configuração política no Parlamento e afirma “que quando dizia isto há oito meses as pessoas olhavam para isto como hipótese muito académica, que afinal acabou por se concretizar”.

Sampaio da Nóvoa tem dois doutoramentos, em Ciências da Educação e em História Contemporânea, mas ainda tem um sonho: fazer um doutoramento em Filosofia.

Algo em que nem consegue pensar nesta altura: “Eu acho que agora vou ser Presidente da República e depois vou pensar nisso. Agora é isto, com toda a profundidade de mim”.

 
Presidente, não primeiro-ministro
Na entrevista à rádio pública, o candidato a Belém admite concordar com o fim dos exames de quarto ano e da prova de avaliação dos professores.

Sampaio da Nóvoa explica que deve haver uma avaliação, mas não como era feita, e refere que estes exames desrespeitam as melhores práticas europeias.

É um tema que deixa o candidato a Presidente um pouco desconfortável. Porque não quer que digam que parece um primeiro-ministro.

 

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