Lídia Jorge

A Presidência da República não é um capricho democrático da República, é uma instância de representação que faz falta. Por isso, é preciso encarar o Presidente da República como uma figura indispensável, e não o seu contrário. Alguém que fale por nós quando ficamos sem voz, que nos estime como nação, quando ficamos desfeitos, que decida pelo país inteiro e acerte, quando oscilamos no rumo colectivo. Alguém que nos abra a porta quando o país fica sem fronteiras e que o faça por nós todos, e não só por si mesmo. Talvez por isso, por essa carência de afeição que o país sente, eu pense em Sampaio da Nóvoa, neste momento. Do que conheço da sua personalidade, vejo-o como alguém que nos pode representar com voz serena e próxima, suportada por tanto quanto sabe sobre o devir da Humanidade. Muitas vezes o ouvi. Quem tanto sabe sobre como ensinar, como aprender, como evoluir e criar Ciência, juntar opiniões e formar propostas inovadoras, que mudam realidades pesadas, e conceber instituições novas, sabe por certo ajudar a abrir o Futuro que tarda mas está para vir.
António Sampaio da Nóvoa não será o providencial, será um providencial parceiro. Espero que o seja.